terça-feira, 28 de junho de 2011

Traços desvanecidos

Começou de lápis...
Curvas, traços e pilares.
Desenho torto, inacabado
Pelos lares internos, mal enfeitados.

Laços de fitas desfiadas
Olhos, lábios e palavras desdenhadas.
Malditas incertezas errantes
Levaram cada fagulha acesa.

Movia as mãos ágeis contornando,
Desviando do medo. Desencantando.
Ponta quebrada, alma borrada.
Desenho sem cor, com marcas.

Terminou com borracha.
Esvaziando-se desenfreada.
Agora vozes, vazios e faltas.
Papel em branco...
Com marcas que a borracha não apaga!