segunda-feira, 13 de junho de 2011

Relento

Subjugou-se num relento qualquer.
Mãos trêmulas sobre pele pálida.
Passos intrépidos seguiam urgentes,
 Pelo labirinto defasado da alma. Fez-se medo.
Dolorosas chamas de solidão.
Levaram-lhe o corpo, a alma e o pão.

Um líquido quente e salgado na pele,
Amargo no âmago do desprezo.
Abaixo dos pés, somente o chão do abandono.
Inebriantes olhos de perca.
Levaram-lhe tudo, inclusive a ela mesma.

Perdeu-se no afã de reencontra-se.
Quis sonhar, mostraram-lhe a realidade.
Roubaram-lhe o corpo, defasaram-lhe a alma.
Restou-lhe somente o relento.
Lugar de poucos estímulos.
De medo somente, de um coração isento.


Convido vocês a conhecerem: