domingo, 13 de março de 2011

O Poeta


Olhos, lábios, braços e pernas
Compôs aquela canção
Suave, com melodia de dor
Dançante no velho papel
De um poeta sedutor.

Unhas, cabelos e pele
Foram escritos a mão
Velha tinta que escorregava
Da velha caneta de pena
Que pelo papel se apaixonara.

Sorrisos, lágrimas, paixão
Pintou no corpo delicado
Vestido de amor e emoção
De olhares disfarçados
Fez-se o poeta solidão.

Surgiu-se filme de romance
Na tela da televisão
Batia no peito escrito
O decalcado coração
Cheio de palavras pulsantes.

Sangue corrente nas veias
Vermelho na bochecha corada
Da moça ali em desenho expressa
Escrita de véu e grinalda
No casamento com o seu poeta.