sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cuspiu a Culpa na Vingança;


Pálpebras pesadas
Não somente as pálpebras,
Tudo se tornava pesado agora
O coração, o corpo e o medo.

Partiu, foi embora
Deixou partido também,
Aquele coração culpado
Que pela fraqueza foi sufocado.

Seus olhos foram arquibancada
Enquanto a bala perfurava a vida
Daquele que ela amava
Sentiu-se a criminosa ferida.

Foi pior que o próprio bandido
Que agora fugia apressado,
Mas ela já havia o perdido
Como fugiria da culpa do passado?

Inspirando a coragem ácida
O ardor na garganta sentia,
O veneno descia lento e áspero
Na vingança contra sua covardia.

27ª Edição Poemas- Bloínquês.